A tradição queijeira que resiste no Cerrado Mineiro e encanta pelo saber e sabor

Luiz Henrique de Almeida tem tradição queijeira na raiz de sua história e cada capítulo foi escrito com muita persistência e amor pelo saber-fazer que herdou da família. Filho de uma família com tradição agrícola da Zona da Mata de Minas, Luiz cresceu no município de Jardim de Minas, cercado por histórias, saberes e práticas que giravam em torno da produção de queijo. Desde menino, o cheiro do leite fresco e o processo artesanal de transformação faziam parte da sua rotina. Sem saber, já ali se formava um vínculo que o acompanharia por toda a vida.

Depois de viver experiências em diferentes áreas como no comércio de carnes e cultivo de café, Luiz tomou a decisão de voltar para o campo e investir na produção de queijo e escolheu a microrregião de Santo Antônio da Lagoa Seca, em Patrocínio-MG.

Ao lado da esposa, Eni, Luiz construiu a Queijaria “Coisas de Mineiro Uai”, nome que já traduz a essência do negócio: simplicidade, verdade e um jeito mineiro de fazer as coisas com alma e dedicação.

Luiz cuida pessoalmente das vacas, da ordenha e de todo o manejo do rebanho. As vacas são de raças mistas e vivem em sistema semiconfinado, o que garante um leite de alta qualidade, com teor de gordura e características ideais para a produção de queijo artesanal. Já Eni é quem coloca as mãos na massa, literalmente. É ela quem transforma o leite em queijo, seguindo as técnicas aprendidas ao longo da vida e aprimoradas com cursos e orientações técnicas da Emater-MG.

A produção é totalmente artesanal. Em dias de maior volume, Luiz já chegou a produzir até 50 peças de queijo, mas hoje, com as oscilações do rebanho e os desafios da lida diária, a produção média gira em torno de 20 a 25 peças por dia. Cada unidade produzida expressa a história da família e o terroir do Cerrado Mineiro, um território que, com sua altitude, clima seco e pastagens nativas, imprime ao queijo sabores e texturas únicos. Por isso, ele entrega uma experiência, carregada de memória afetiva que vai para a mesa de quem valoriza o verdadeiro Queijo Minas Artesanal, reconhecido com Indicação Geográfica (IG). Parte da produção é destinada à merenda escolar do município, por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), e o restante atende consumidores locais, supermercados, amigos e clientes que vêm de longe só para buscar o queijo do Sr. Luiz e da Dona Eni.

A demanda, aliás, é um dos seus maiores desafios. Mesmo com lista de espera e pedidos vindos de várias partes do Brasil como São Paulo, Uberlândia, Frutal e até o Paraná, Luiz mantém uma produção limitada, respeitando o ciclo natural da fazenda e a qualidade artesanal que é sua marca registrada.

Luiz também é associado da APROCER e tem orgulho de ter participado de encontros, reuniões e capacitações desde a fundação da associação, sempre buscando se atualizar e atender às exigências de qualidade e segurança alimentar que o mercado e a legislação demandam.

Perguntado sobre o que sente ao ver seu queijo sendo valorizado, Luiz não esconde o orgulho. “A maior recompensa é ouvir o cliente dizer que gostou. Saber que o que a gente faz com tanto cuidado está sendo reconhecido. Que as pessoas provam, gostam e voltam para comprar mais. Isso não tem preço.”

Para Luiz, produzir queijo vai além da renda: é um legado de família, é continuidade de um modo de viver que respeita a terra, os animais e o consumidor. É sobre transformar o leite em identidade e fazer com as mãos aquilo que o coração acredita.

Quem prova o queijo da Queijaria “Coisas de Mineiro Uai” leva para a mesa o sabor da história, da dedicação e da tradição do Cerrado Mineiro.

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