Entre projetos e memórias, uma arquiteta que desenha caminhos para valorizar o queijo e a cultura do Cerrado

À primeira vista, pode parecer improvável que a paixão de Juliana Cunha pelo Queijo Minas Artesanal do Cerrado tenha nascido nas férias escolares. Mas foi exatamente assim. Ainda adolescente, observava sua avó materna prensar a massa do queijo durante as férias em Patos de Minas. Naquele momento simples ela não imaginava que estava diante de algo maior: um símbolo do Cerrado, uma tradição que se transformaria em propósito de vida.

Anos depois, Juliana decidiu unir sua formação em Arquitetura com o universo agropecuário que sempre a cercou. Tornou-se também técnica em Zootecnia e em Agronegócio, e hoje atua com foco na regularização de queijarias e agroindústrias, tornando possível aquilo que para muitos produtores parecia distante: legalizar suas produções, melhorar suas instalações e garantir que o queijo artesanal alcance novos mercados com segurança e valorização.

Seu trabalho é fundamental na cadeia do Queijo do Cerrado. Por meio de consultorias e apoio direto, Juliana orienta produtores em um dos maiores desafios enfrentados no campo: a adequação das queijarias às normas sanitárias e legais. Sabe que a regularização não apenas permite acessar selos de inspeção como o SIM, o Selo Arte, o Selo SISBI, mas agrega valor real ao produto, como comprovou em seu Trabalho de Conclusão de Curso, em que analisou duas propriedades da região e demonstrou que a regularização pode elevar o valor de mercado do queijo em até 50%.

Associada à APROCER desde 2024, já participou de eventos, reuniões e trocas que aprofundaram ainda mais seu vínculo com os produtores e com a história de cada queijo. Para ela, a Indicação Geográfica conquistada pela região é uma vitória coletiva que reforça a identidade do Cerrado e dá ao consumidor a certeza de estar diante de um produto autêntico, saboroso e com procedência garantida. Juliana acredita que, por trás de cada queijo, existe uma história, uma memória e um pedaço de território. E é esse elo invisível entre técnica, afeto e tradição que ela ajuda a preservar, dia após dia.

“O Queijo do Cerrado me conecta ao meu propósito. Através dele, resgato memórias afetivas e laços familiares. É muito mais que um gostar: é uma verdadeira paixão.”

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