Quando conhecimento encontra propósito: a zootecnista que transforma técnica em promoção do Queijo do Cerrado

A trajetória de Fernanda Carvalho Gomes com o Queijo Minas Artesanal do Cerrado é uma história de escolha. Nascida no Espírito Santo, onde prevalecem outros tipos de queijos como o requeijão e o queijo cozido, ela sempre teve “um pé” no curral desde criança, sempre apaixonada pela pecuária leiteira. Desde a sua graduação, trabalhou com propriedades leiteiras com foco na qualidade do leite. Mas foi em Goiás que tudo começou com o queijo artesanal, quando abriu seu empório de queijos Estância do Quiejo e, durante seu tempo de trabalho com o comércio de queijos que descobriu seu verdadeiro propósito: colocar seu conhecimento técnico a serviço de quem transforma leite em cultura, alimento em identidade, o que a fez buscar uma região de tradição queijeira, o Cerrado mineiro.

Formada em Zootecnia e à frente da sua empresa de Consultoria Lactium e da Comunidade do Queijo, Fernanda atua diretamente com produtores que muitas vezes enfrentam dificuldades para legalizar suas queijarias, melhorar o controle sanitário do rebanho ou compreender os critérios de qualidade do leite.

Sua atuação vai além da assistência técnica, ela é ponte entre o saber científico e o saber popular. Com empatia e competência, Fernanda ajuda a transformar desafios em conquistas, e sonhos em negócios sustentáveis.

Em sua trajetória, destaca conquistas que a emocionam, como a aprovação de seu primeiro projeto de regularização de queijaria com SIE e Selo Arte, e as premiações obtidas por produtores que acompanha de perto. Ela enxerga no Cerrado Mineiro um futuro promissor para os queijos artesanais, especialmente por conta da organização da APROCER e do apoio de parceiros como o SEBRAE. Mas também aponta os grandes desafios: a certificação das queijarias, a divulgação e promoção dos queijos do cerrado e, sobretudo, a comercialização. Para ela, o marketing e a valorização da história por trás de cada queijo são tão importantes quanto o seu sabor inigualável.

Fernanda sente-se parte da Região do Queijo do Cerrado mesmo sem ainda ser produtora. Ela se vê na história de cada produtor que luta para manter sua tradição viva, para tornar sua produção legalizada, e para fazer do queijo o sustento da família e a expressão de uma cultura. Seu trabalho é uma forma de respeito à diversidade e de comprometimento com a valorização do bioma. Afinal, como ela mesma diz, “por trás de um queijo, há uma tradição e uma cultura, e uma vez apreciado, leva-se junto toda essa vida atrelada a sabores e aromas únicos.”

“Que os produtores do Cerrado nunca desistam de seus sonhos, mesmo diante das dificuldades. A busca pelo conhecimento é a chave para transformar o sabor do Cerrado em reconhecimento e valor”, declara Fernanda.

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