A região da Santa Clara, entre Coromandel e Abadia dos Dourados é o berço dessa produção familiar há cinco gerações. Na Queijaria Macaúba, da Fazenda Santa Clara Dourados, cada queijo é uma lembrança moldada com carinho. A história dessa produção artesanal começa com o desejo de reencontrar a natureza e de resgatar o modo de vida tradicional que sempre fez parte da identidade da família de Maria Aparecida, a Cida. Ao lado do marido Dalmo, ela comprou uma terra na mesma região onde seus antepassados, por pelo menos quatro gerações, criavam animais, cultivavam plantas e produziam queijos. O retorno às origens, em 2014, marcou o início de um novo capítulo, um reencontro com a terra, a tradição e os saberes guardados.
Foi ali, nesse território carregado de memória afetiva e cultural, que a primeira vaquinha chegou. O leite excedente era transformado em queijo, como os pais e avós, bisavós sempre fizeram. O sabor despertava memórias e conquistava corações. Amigos e conterrâneos logo perceberam que havia algo especial naquelas peças.
E a paixão virou propósito. Em 2019, Dalmo, Cida e a irmã Maria do Rosário, decidiram profissionalizar a produção e, com o apoio da Emater, conquistaram os registros junto ao IMA e o Selo Arte em 2021. A Queijaria Macaúba nascia inspirada na tradição, mas com os pés firmes no presente e os olhos voltados para o futuro.
A maturação é uma das etapas mais especiais. Foi com esse foco que a Cida buscou aperfeiçoar o ambiente de maturação que acontece sob olhar atento e cuidadoso, respeitando o tempo e os micro-organismos naturais do leite cru. O terroir da região, as práticas sustentáveis e o manejo sensível dos animais criam as condições perfeitas para a expressão plena do sabor. Entre os queijos produzidos estão o Minas Artesanal tradicional, o Casca Florida e criações autorais, como o “Raiz de Sol”, que leva açafrão. As vacas Jersolandas, cruzamento das raças Jersey e Holandês, garantem um leite mais rico em proteína e gordura, contribuindo para que cada peça seja única, complexa e memorável.
Sustentabilidade também é um valor que permeia toda a fazenda. O soro do queijo alimenta os porcos, os dejetos viram adubo para a pastagem, a horta e o quintal agroflorestal. A energia solar abastece a produção. A água é outorgada e preservada com responsabilidade. São escolhas que não apenas respeitam o meio ambiente, mas também perpetuam a cultura do Cerrado. A APROCER, segundo Cida, foi essencial para despertar o senso de pertencimento à Região do Queijo do Cerrado. É por meio da união de produtores, da valorização coletiva e da troca de experiências que ela acredita ser possível levar esse sabor do Cerrado ao mundo.
“Nosso queijo é inspirado na tradição familiar, na boa mesa, na paixão pelo ofício. Ele é o reflexo da história, do cuidado diário e do amor pela terra. Um queijo que não é só alimento: é identidade e afeto em forma de sabor”, declara Cida.








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