Conhecimento, identidade e pesquisa a serviço do Queijo do Cerrado

Para o professor Richtier Gonçalves da Cruz, o Queijo do Cerrado vai muito além em ser somente um alimento: é expressão cultural, identidade e gastronomia. Nascido em São Gotardo (MG), ele tem raízes na Região do Cerrado Mineiro e encontrou na vida acadêmica uma forma de contribuir para o reconhecimento e o fortalecimento de um produto que carrega consigo a história e as características desse território.

Professor da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), Campus Patos de Minas, Richtier já se aproximava do universo dos queijos desde a graduação. Foi nesse período que trabalhou com queijos probióticos, experiência que também resultou na publicação de um artigo sobre a produção de queijo frescal probiótico. A pesquisa abriu espaço para uma relação que, hoje, ganha uma nova dimensão a partir de seu interesse pelo Queijo do Cerrado e pelas possibilidades de contribuir com seu desenvolvimento.

Mas sua conexão com esse universo não se constrói apenas pela ciência. Entre suas referências afetivas está a mãe, de quem guarda uma relação especial com a roça, a cozinha e o hábito de reunir pessoas. São memórias que ajudam a aproximar conhecimento, alimento e convivência e que dialogam com a forma como o professor enxerga o próprio queijo: como parte de uma cultura capaz de criar vínculos e representar um território.

Ao olhar para o Cerrado Mineiro, Richtier define como um de seus grandes diferenciais uma “identidade em construção”. Para ele, o terroir do Queijo do Cerrado representa uma relação equilibrada e valiosa entre produção, cultura e peculiaridade alimentar. É justamente nessa conexão que está parte da força de um queijo que pode se afirmar cada vez mais por sua origem e pelo significado que carrega.

Como parceiro associado da APROCER, sua contribuição parte especialmente de três frentes: pesquisa, divulgação e fortalecimento da marca Queijo do Cerrado. A expectativa é também desenvolver pesquisas capazes de estreitar os laços entre a Universidade e a iniciativa privada, aproximando o conhecimento acadêmico das demandas e oportunidades relacionadas ao queijo produzido na região.

Essa aproximação representa uma oportunidade de somar diferentes conhecimentos em torno de um mesmo propósito. De um lado, a experiência e a cultura construídas no território; de outro, a pesquisa e a capacidade da Universidade de gerar e compartilhar conhecimento. Para Richtier, contribuir com esse movimento é também ajudar a fortalecer a identidade que o Queijo do Cerrado vem consolidando.

E, quando convidado a resumir o que esse queijo representa em sua vida, o professor escolhe poucas palavras, mas carregadas de significado:“Uma bandeira a ser erguida.”

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