Uma história de família que atravessa gerações e encontra no tempo um dos segredos do queijo

Há histórias que o tempo não apaga, ele amadurece. Na Queijaria Brinco de Ouro, essa história começou em 1962 e segue passando por gerações, preservando memórias, ensinamentos e uma relação com o queijo que se tornou parte do legado familiar. Em Coromandel, Jesus Rodrigues Cortes e Carmem Lucia Cortes Cardoso dão continuidade a essa trajetória, unindo o que receberam daqueles que vieram antes ao compromisso de manter essa tradição viva.

Entre as lembranças mais marcantes estão os momentos vividos ao lado do pai, Jesus Cortes, acompanhando a rotina do campo. Foi com ele que vieram ensinamentos que ultrapassam o próprio fazer do queijo: a dedicação, a honestidade, o respeito pelas pessoas e a importância de realizar cada trabalho com cuidado. Ele se tornou a principal inspiração de uma história que encontrou na continuidade familiar uma de suas maiores forças.

Hoje, à frente do Brinco de Ouro, Jesus Rodrigues e Carmem Lucia dão sequência a esse legado trabalhando em parceria com produtores locais e também com propriedades da própria família. Os queijos são provenientes de queijarias certificadas no MAPA, passam por uma seleção criteriosa e seguem para a etapa de cura em espaço próprio. É justamente nesse período que está um dos pontos mais valorizados do processo: diariamente, a evolução de cada queijo é acompanhada até que alcance o ponto desejado de sabor, aroma e textura.

Nesse trabalho, a experiência e o tempo caminham juntos. A família preserva conhecimentos transmitidos entre gerações, especialmente o olhar atento para a escolha dos queijos e o respeito ao período necessário para a maturação. Somam-se a isso o cuidado com cada etapa e a busca constante pela qualidade. Junto aos produtores parceiros, também procuram incentivar boas práticas e o uso consciente dos recursos naturais.

Essa dedicação já proporcionou momentos especiais. O reconhecimento no 15º Concurso do Queijo Minas Artesanal do Cerrado tornou-se uma das grandes conquistas dessa trajetória. Ouvir o nome do Brinco de Ouro entre os premiados foi especialmente emocionante, por representar o reconhecimento de anos de trabalho. Ainda assim, para a família, a conquista vai além de uma premiação: está na possibilidade de preservar um legado e continuar levando adiante uma história construída em torno do queijo.

Fazer parte do Cerrado significa carregar com orgulho a identidade de uma região profundamente ligada à cultura queijeira. Por isso, Jesus Rodrigues e Carmem Lúcia também enxergam na APROCER um importante caminho para fortalecer os produtores, ampliar a valorização do Queijo Minas Artesanal do Cerrado e contribuir para que essa tradição permaneça viva. O desejo é que, ao provar um queijo do Brinco de Ouro, o consumidor perceba que existe muito além do sabor: existe história, dedicação e respeito ao processo.

Para eles, dar continuidade a essa trajetória e levar à mesa um produto carregado de significado é motivo de orgulho. É também uma forma de conectar passado, presente e futuro por meio de um alimento profundamente ligado à história da família e do território.

“O queijo representa herança, afeto e continuidade. Cada peça carrega a memória daqueles que vieram antes de nós e o compromisso com as futuras gerações.”

Confira as informações de número e lotes/etiquetas desse produtor:

Lote 011-1: 0001 até 10.000

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