Depois de conquistar o Brasil com a excelência dos cafés, o Cerrado Mineiro agora se destaca também na produção de queijos artesanais. A região possui a Indicação Geográfica (IG) na modalidade Indicação de Procedência para o Queijo do Cerrado, reconhecimento concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).
Assim como o Queijo Canastra e o Queijo Serro representam suas respectivas regiões, o Queijo do Cerrado passa a ser o símbolo da tradição queijeira de Patos de Minas e outros 18 municípios do Alto Paranaíba e Noroeste de Minas Gerais.
A solicitação foi feita pela Aprocer (Associação dos Produtores de Queijo Minas Artesanal do Cerrado) com o apoio do Sebrae Minas, e teve aprovação mais rápida do que o esperado. Para Eudes Braga, membro da associação, o reconhecimento marca uma nova fase para os produtores. “É um grande marco. Valoriza nosso produto, abre novos mercados e fortalece a confiança dos consumidores”, afirma.
Desde 2018, o Sebrae Minas tem apoiado os produtores da região com capacitação, melhoria na gestão e fortalecimento da identidade do queijo do Cerrado. Para o presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae Minas, Marcelo de Souza e Silva, esse reconhecimento consolida a região como referência nacional na produção de queijo artesanal, somando-se ao prestígio já conhecido pelo café.
O que torna o Queijo do Cerrado especial?
Produzido com leite cru, integral e recém-ordenhado, o queijo deve ser beneficiado em até 90 minutos após a ordenha, mantendo características únicas de sabor e textura. A técnica de prensagem manual com tecido dessorador, passada de geração em geração, garante um produto de alta umidade e identidade própria.
Com essa conquista, o Queijo do Cerrado se une oficialmente às outras duas IGs de queijos mineiros — Canastra e Serro — e reforça a força dos pequenos produtores no cenário nacional do agronegócio.
Agora, é oficial: o Cerrado também é terra de queijo.

Fonte: jornalvozativa.com
